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A evolução dos Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio, ou a evolução de nossa mentalidade?

A evolução dos Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio, ou a evolução de nossa mentalidade?

As transformações em curso estão cada vez mais rápidas desde o surgimento da internet. Sistemas antes tidos como referência de segurança, perdem sua eficácia justamente pela rapidez com que a tecnologia permite modificar paradigmas e aperfeiçoar processos. Com Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio (SDAI’s) não foi diferente.

Um dos gargalos de SDAI’s sempre foi a sua dependência extrema de sua peça mais importante, a Central de Alarme. Responsável não só por centralizar, mas também por alimentar todo o sistema, essa peça sempre foi o ponto mais forte e ao mesmo tempo mais fraco de todo sistema. Aqui, alguns podem discordar alegando que por norma, sem a central um SDAI não existe, mas é exatamente ai que vem a reflexão, a norma está atualizada na mesma velocidade que as tecnologias? E se eu pudesse ter um sistema onde Centrais fossem agentes acessórios ao invés de peça primordial? E se esse mesmo sistema pudesse ser a recuperados mesmo em casos críticos de perdas de centrais? Você acha isso loucura? Se parar pra pensar, a vida das pessoas não podem estar a mercê de um item e muitos menos possuem uma segunda chance quando o assunto é de vida ou morte.

Apesar de parecer recente essa discussão, já por no mínimo 30 anos, empresas europeias e americanas investem recursos para criarem SDAI’s que possam responder a essa necessidade. Lembro que a 15 anos atrás, ao receber uma solicitação de um cliente sobre resolver uma dor com instalações demoradas e com necessidade absurda de infra e de vários problemas de manutenção, pesquisei no mercado e o único nome que o Oráculo (Google) mostrava era CWSI (Tyco), como Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio Sem Fio.

Na época o cliente (Shopping Flamboyant) nos pediu que uma solução similar fosse criada e que pudesse fazer aquilo que as americanas ou europeias não poderiam cumprir naquele momento, atender as determinações do órgão normatizador, no caso a ANATEL. Foi assim que a saga do FireBee começou, com um parceiro visionário como o Flamboyant e com a determinação de uma equipe que nunca se rende ao impossível.

De lá para cá a caminhada foi exaustiva e ao mesmo tempo prazerosa. Conquistar clientes como Rede Globo, Nestlé, Coca-Cola, Monsanto, Yara, Saint-Gobain, ADM, Bayer, Tramontina e vários outros de renome internacional, nos deu o senso de estar no caminho certo e a responsabilidade de carregar parceiros com esse background.

Anos depois ainda me pego nas discussões de grupos dentro da ABNT (Comitê CB24:103.001, responsável por criar e publicar as normas brasileiras de SDAI’s) o qual tenho orgulho de participar a quase 8 anos, sobre as limitações e os novas interfaces permitidas por SDAI’s Sem Fio. A pergunta do título ainda fica, será que isso ainda é uma novidade, mesmo depois de 30 anos? Será que nós é que estamos demorando demais para colocar na cabeça o quão rápidas são as mudanças nestes últimos anos? Vamos repetir os erros de setores como o de transporte e entretenimento, vendo gigantes como BlockBuster, Kodak e outros cairem pela falta de visão destas mudanças?

Muito se fala sobre os robôs e quão ameaçador podem ser para a existência humana, mas eu vejo que hoje, morremos pelo buraco que está logo a frente do nosso pé e não por aquele que está na próxima esquina.

A evolução e a existência humana não está apenas interligada as novas tecnologias, aos robôs, Computação Quântica ou mesmo a Inteligência Artificial e seus perigos, mas está sim principalmente ligada a capacidade de entendermos a velocidade com que as mudança acontecem, cabendo a nós a adaptação ao próximo passo com a consciência da necessidade de não cair no buraco que se encontra bem abaixo do nariz.

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